1 OUTRO OLHAR

Seja bem vindo ao meu espaço democrático onde não há censura, aqui não quero criar ideologias e nem doutrinas de vida e sim, expressar a minha opinião sobre aquilo que me causa inquietação. Pode ser que o meu OUTRO OLHAR não esteja na mesma direção do seu, isso não me incomoda, pelo contrário prova que cada um é pautado nas suas experiências e têm sua forma de pensar e analisar.

terça-feira, 2 de junho de 2009

LEIS MORTAS


O Brasil começou editando a Lei Seca com a consideração que era a mais rígida do mundo, numa lista de 82 países pesquisados pela International Center For Alcohol Policies, instituição com sede em Washington (EUA), a nova lei seca brasileira com limite de 2 decigramas de álcool por litro de sangue era a mais rígida que 63 nações, iguala-se em rigidez a cinco e é mais tolerante que outras 13, onde o limite legal varia de zero a 1 decigrama. Com o passar do tempo percebemos que somos rígidos no papel e flexível na aplicabilidade

Infelizmente temos a cada ano registros de novas leis e uma constituição cheia de finadas leis, ou melhor, leis mortas que começam com toda mídia e demonstração que a coisa realmente vai funcionar e com o passar do tempo as coisas vão paulatinamente entrando em coma e depois em óbito legislatório. E como exemplo bem claro e recente aos que estão ligados estamos assistindo o padecimento da Lei Seca em diversas partes do Brasil por que há leis que pegam e outras não. Há leis para todos e as que só valem para alguns. E a nossa tão badalada Lei Seca está em situação embaraçosa

Os Detrans estão com uma flexibilidade na fiscalização incrível. Há bafômetros no depósito do Ministério da Justiça que não foram retirados pelos estados. Existem dúvidas sobre o judiciário. Será emblemático o caso do deputado ou, diga-se de passagem, do cidadão que foi escolhido para exerce sua função no Poder Legislativo e legislar ou seja, estabelecer, ordenar, decretar, formular leis, regras e princípios etc. E foi o primeiro a burlar a legislação por achar que por ser deputado “estava fora da lei” com carteira vencida, embriagado e alta velocidade, provocando a morte de duas pessoas.

Ficam as perguntas: será que a justiça vai ser como deve ser cega para este caso ou a posição do sujeito possibilita uma brecha na lei? As punições estabelecidas pela lei seca serão aplicadas?

É triste olhar para este Brasil e enxergar a olho nu as desigualdades sociais regidas por leis que para os poderosos, donos de uma incomparável posição social não existem. Elas são vivas para o cidadão que tenta sobreviver o mar de leis e mortas para uma classe que tem de um simples tribunal de um município qualquer até a estância máxima da justiça (Supremo Tribunal Federal) “doutores” gabaritados para assassinar leis para beneficiar poucos.

Um comentário:

Jamerson Belfort disse...
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