1 OUTRO OLHAR

Seja bem vindo ao meu espaço democrático onde não há censura, aqui não quero criar ideologias e nem doutrinas de vida e sim, expressar a minha opinião sobre aquilo que me causa inquietação. Pode ser que o meu OUTRO OLHAR não esteja na mesma direção do seu, isso não me incomoda, pelo contrário prova que cada um é pautado nas suas experiências e têm sua forma de pensar e analisar.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

QUE PATRIOTISMO PREGAMOS?


Em setembro foi sancionada pelo vice-presidente no exercício da Presidência, José Alencar a lei do deputado Lincoln Portela (PR-MG), em que obriga as escolas públicas ou privadas a executarem o Hino Nacional. Fato que se repete na história do Brasil, quando no século passado mais precisamente em 1936, o governo Getúlio Vargas determinou pela primeira vez a obrigatoriedade da execução do Hino Nacional nas escolas públicas e privadas de todo o país. Em 1971, durante o regime militar, passou a vigorar lei que trata dos símbolos nacionais, também obrigando à execução do hino nas escolas durante o hasteamento da bandeira, mas ela não definia a freqüência com que ele deveria ser cantado pelos alunos. Agora no século 21 muitas coisas mudaram e a questão do patriotismo diante do brasileiro continua a mesmo, hino nacional e a valorização da bandeira só durante a Copa do Mundo, Jogos Olímpicos ou outra competição esportiva, os símbolos patrióticos somente entram em evidencia em conflito não militar como no passado mais esportivo com outra nação, mas não para outros motivos ou funções em que a cidadania civil é muito mais útil.

Para que realmente serve o hino nacional? Por que tanta preocupação em enaltecê-lo numa época em que este comportamento é rudimentar e desnecessário? Será que outras atitudes não seriam mais relevantes? Não estou com isso dizendo que o Hino Nacional não tem importância, lógico que tem, todavia me prendo na obrigatoriedade para ter respeito e amor à pátria no momento em que as escolas não estão mais preparando cidadãs conscientes do seu dever civil com a pátria, deveres que vão muito além de um simples instante para cantar o Hino Nacional.

O civismo que necessitamos não é o ufanismo nacionalista escondido nas letras do Hino Nacional que serviu para motivar exércitos, todavia, o espírito civil de cidadania. Essência e comportamento que não existe mais nem no Congresso Nacional, nos homens que representam o país, pois quando há jogo de interesse, corrupção, falta de respeito com o cidadão brasileiro através da educação, saúde, segurança, bem estar social etc. o tal do patriotismo coletivo desaparece e entra em cena o patriotismo individual “amor a minha pátria (meu bolso, família e conta bancária) chamada ganância”.

Este amor a pátria que faz falta hoje não é o que lisonjeia a nação com versos como “Conseguimos conquistar com braço forte” e “Verás que um filho teu não foge à luta”, mas sim a faculdade de que nós, enquanto brasileiros seja lá de qual classe, cor ou credo for é que podemos fazer a diferença na construção da sociedade brasileira, devemos trabalhar em prol da melhoria social e política do país. A veneração de que o Brasil precisa não é alicerçada no fato de repetir as letras inexplicáveis para os alunos do hino semanalmente nas escolas. Mas sim a ação construtiva e consertadora que só aulas de cidadania crítica, de que as gerações menores de idade de hoje precisam serão capazes de ensinar a amar a Pátria amada Brasil.

Um comentário:

Hérika Prazeres disse...

Quando estava no ensino fundamental íamos para o pátio da escola cantar o hino nacional - um monte de crianças que nem sabiam porque estavam no mundo.
No ensino médio cantávamos somente em datas comemorativas como Dia da Independência e da Bandeira - um monte de adolescentes que queriam aproveitar o melhor da vida sem pensar no amanhã.
Sabíamos que aquele era um momento de respeito e de amor ao país. Somente uma vez ao ano dávamos o devido respeito àquela que nos acolhe e nos dá o alimento.
O que faltava se saber era o porquê de estar ali cantando se nem conhecíamos o significado de palavras que não faziam parte do nosso vocabulário. Mas, era incutido o amor ao país - um amor meio forçado.
Infelizmente os alunos continuam cantando o que não conhecem. E o amor a ela só surge na Copa do mundo, nas Olimpíadas e no GP do Brasil de F1.
Isso é bom, pelo menos o hino brasileiro é lembrado mesmo que cantado errado, pensam alguns.
Penso que poderia ter amado com mais força meu país e dar a ele todo meu respeito e reverência não apenas em datas comemorativas ou jogos mas, sendo patriota todos os dias cuidando dessa terra gentil para deixar aos netos um lugar saudável para se viver.
Quando tomamos conhecimento do que cantamos e falamos o amor se torna mais firme e enraizado.
Salve, salve!
Salvem!!