1 OUTRO OLHAR

Seja bem vindo ao meu espaço democrático onde não há censura, aqui não quero criar ideologias e nem doutrinas de vida e sim, expressar a minha opinião sobre aquilo que me causa inquietação. Pode ser que o meu OUTRO OLHAR não esteja na mesma direção do seu, isso não me incomoda, pelo contrário prova que cada um é pautado nas suas experiências e têm sua forma de pensar e analisar.

sábado, 6 de dezembro de 2008

OS HERÓIS DESONRADOS DA CIDADE.


No dia 03 de dezembro os jornais da cidade divulgavam uma possível paralisação dos motoristas dos caminhões das prestadoras de serviço Limpel Limpeza Urbana Ltda. e Limp Fort Engenharia Ambiental Ltda., responsáveis por grande parte da coleta de lixo da nossa bela e encantadora cidade de São Luís. Os trabalhadores reivindicavam e reivindicam o básico a qualquer cidadão brasileiro que deveria ser honrado por ajudar na construção e manutenção dessa cidade: reajuste de 15% no salário, mudança das cestas “básicas” para ticket alimentação e direito a planos de saúde e odontológicos.

Se os motoristas estão na luta por melhorias o quê dizer dos garis, principalmente no aspecto saúde? Você com certeza já teve seu olfato agredido no trânsito por um caminhão de lixo que vai a frente ou passou deixando um odor insuportável que tira toda beleza do dia e qualquer pessoa em mal estar. Agora imagine os funcionários de tais empresas que vão tentando sobreviver pendurados nesses caminhões? Tendo contato direito com toda escória da sociedade seja ela do aspecto material ou abstrato. Esse cidadão trabalhador que para alguns é uma função subalterna, por estar em outro patamar da vida é completamente desvalorizado, desrespeitado, discriminado, desprezado e ignorado nos seus direitos e deveres. Lembrando que sem eles não teríamos como transitar pelas ruas e até mesmo nos orgulhar quando nossos amigos turistas dizem: “sua cidade e bem arborizada e limpinha”. Muitas vezes a limpeza urbana parece apenas uma forma de tornar a cidade mais bonita. Mas, na verdade, a coleta e o tratamento do lixo são essenciais para eliminar focos de doença e preservar o meio ambiente.

É notório que todo cidadão do mundo precisa de aparato para ter uma boa saúde e não é preciso ir às leis brasileiras de saúde publica, constituição ou coisa do gênero isso é inerente ao ser humano, mas, o nosso personagem herói citado teve esse direito negado pelos gananciosos e soberbos que dizem honrar os direitos dos trabalhadores. As questões dos planos de saúde e odontológicos foram negadas segundo o jornal O estado do Maranhão. Por quê? É caro pagar por uma saúde mais digna dos funcionários? E o contrato com a prefeitura foi a preço de banana? E se esse funcionário for infectado e vier a óbito com fica? Ah! Esqueci, eles não são humanos são máquinas humanas a disposição do bel prazer de uma classe dominante. E há um paradoxo muito grande nesse contexto por que o trabalho importante dos garis gerar saúde para sociedade porque se trata de limpeza urbana

O contato diário com o mau cheiro exalado pelo lixo causa vários problemas respiratórios aos garis é muito perigoso e agressivo, existe alto risco de contaminação, além de sofrerem de hipertensão, problemas osteoarticulares, cardíacos, asmas, problemas dermatológicos, pneumonia, leptospirose, dor de estômago e etc. Observo que não há nenhum interesse político governamental voltado para essa classe, o que vejo sempre são eles completamente vulneráveis a toda sorte de males sem proteção, luvas adequadas, capacetes, roupas, botas, alimentação de baixa qualidade e uma condução deprimente os colocando quase dentro do próprio lixo.
Merecidamente os heróicos garis devem ter uma atenção mais digna e impar devido o trabalho que desenvolvem e beneficiam a muitos nessa cidade que vai do mendigo ao empresário do mercado turístico. Conclui-se, que para promover e manter a saúde desses heróis deve-se identificar e combater os fatores nocivos no local de trabalho, permitir que seus direitos sejam efetivados e cumpridos, assim como manter-se ciente dos riscos ocupacionais e de suas formas de prevenção, assim como colocá-las em prática.


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6 comentários:

Frank Lima disse...

Questionamento interessante caro Jerry, é dificil uma colocação a respeito deste tema, os garis sofrem e como sofrem com este lixo.

Ficam sempre expostos a quaisquer tipos de doenças, e os patões acham quem um simples "ganho salubridade" ameniza a situação dos pobres, a vida é dura meu caro,estamos sujeitos a este tipo de coisa, estamos sujeitos a ganhar a vida com o que os outros não utilizam mais, estamos sujeitos a sermos também estes herois desonrados, não somente sendo garis, mas de qualque r outra forma que nos menospreze e nos deixe no patamar de objeto humano.

boa reflexão, parabéns jerry.

Vanessa Bastos disse...

Com o nosso cotidiano, que esquecemos as vezes até de nós mesmo, não paramos para observar e refletir a respeito de determinados profissionais, que de fato requerem uma determinada atenção. Eles estão certissimos de fazerem o que fizeram sem sucesso. O que fazer neste país de injustiça?

Lili disse...

Simmm isso aqui é blog ou livroo??? Pra eu ler essa tua matéria aii demorou foi muito!!rsrsrrsrsrss...brincadeira..tá tudo massa!!!
bjão

Emilly

Josevan disse...

Parece que a sociedade elegeu quem é mais humano que os outros. Gari é um trababalhador e a Constituição Federal assegura que todos somos iguais perante à lei e, ainda mais, não pode haver haver distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual. Porque o profissional que passa o dia inteiro em seu gabinete tem direito a plano de saúde e o gari que está exposto a todo tipo de riscos e insalubridade só pode recorrer aos serviços do SUS?

Nelson, o vendedor de baterias disse...

É interessante problematizar este tema que trata principalmente de saúde coletiva, classificando os garis e os demais profissionaisa que contribuem para a limpeza urbana como 'herois'; de fato, noentanto acho que o reconhecimento desta classe por nossa sociedade (EU, VOCÊ E OS OUTROS) não se expressa na proporção que eles merecem (RELACIONANDO COM OUTRAS OCUPAÇÕES), talvez seja porque esse trabalho não seja um projeto de vida para ninguém e sendo assim é colocado como menos importante por todos nós. É, acho que não existe nada mais humano que o preconceito.

Anônimo disse...

não concordo quando falas do contato não visto pela sociedade comum em que não há um bom olhar, mais em contexto está de parabéns...
Bruno